Ícones dos Games que nos deixaram em 2025

O ano de 2025 marcou profundamente a indústria dos videogames. Além de lançamentos, anúncios e mudanças importantes, a comunidade gamer precisou se despedir de nomes que ajudaram a construir a história dos jogos como a conhecemos hoje. Criadores, pioneiros e vozes inesquecíveis partiram, mas deixaram legados que continuam vivos em cada console ligado, em cada partida disputada e em cada história lembrada.

A seguir, relembramos algumas das personalidades mais marcantes do mundo gamer que nos deixaram em 2025 — não apenas pelos títulos que criaram, mas pelo impacto humano e cultural que exerceram.

Vince Zampella (1970–2025)

Vince Zampella foi um dos arquitetos do shooter moderno. Cocriador da franquia Call of Duty, ele ajudou a redefinir o gênero com Modern Warfare, estabelecendo padrões de jogabilidade, ritmo e narrativa que influenciam jogos até hoje.

Mais tarde, à frente da Respawn Entertainment, Zampella voltou a inovar. Com Titanfall, introduziu movimentação fluida e verticalidade como elementos centrais do combate. Já com Apex Legends, mostrou que ainda era possível reinventar o battle royale, equilibrando acessibilidade e profundidade competitiva.

Acima de tudo, Zampella era reconhecido por sua visão estratégica e por colocar a experiência do jogador no centro de cada decisão. Seu legado permanece vivo em milhões de partidas jogadas ao redor do mundo.


Tomonobu Itagaki (1967–2025)

Irreverente, intenso e perfeccionista, Tomonobu Itagaki acreditava que jogos deveriam ser desafiadores, viscerais e tecnicamente impressionantes. Como principal mente criativa por trás de Dead or Alive, ele levou os jogos de luta a um novo patamar visual e mecânico.

No entanto, foi com o retorno de Ninja Gaiden que Itagaki consolidou seu nome como um dos grandes designers da indústria. A série ficou conhecida por sua dificuldade elevada, combates precisos e respeito à habilidade do jogador — uma filosofia que marcou gerações.

Mesmo sendo uma figura controversa, sua paixão pelo desenvolvimento e pela excelência técnica era inegável. Itagaki deixou uma marca clara: jogos não precisam ser fáceis para serem memoráveis.


Rebecca Heineman (1963–2025)

Rebecca Heineman foi uma verdadeira pioneira. Em 1980, tornou-se a primeira vencedora de um torneio nacional de videogames, ao conquistar o campeonato de Space Invaders. A partir dali, sua trajetória ajudaria a moldar a indústria nascente.

Como cofundadora da Interplay, Rebecca participou do desenvolvimento de clássicos como The Bard’s Tale e Fallout, contribuindo diretamente para a evolução dos RPGs eletrônicos. Além disso, destacou-se como uma programadora prodígio em uma era em que o desenvolvimento de jogos ainda engatinhava.

Mais do que seus feitos técnicos, Rebecca será lembrada por sua defesa incansável da preservação de jogos e da inclusão na indústria, abrindo caminhos para futuras gerações de desenvolvedores.

Rebecca Heineman (1963–2025)

Jean Pormanove (Raphaël Graven, 1979–2025)

Jean Pormanove representava uma nova face do mundo gamer: a do criador de conteúdo profundamente conectado à sua comunidade. Conhecido por transmissões longas e desafiadoras, ele transformava cada stream em um espaço de encontro, conversa e pertencimento.

Sua morte trágica, ocorrida durante uma maratona de streaming, chocou o mundo e levantou discussões urgentes sobre saúde mental, exaustão física e os limites impostos aos criadores de conteúdo. Mais do que números e audiência, sua história lembrou à indústria que, por trás das telas, existem pessoas reais.

Jean deixou um legado de proximidade, empatia e alerta — um chamado para que o entretenimento digital também seja humano.

Jean Pormanove (1979–2025)

Jim Ward (1959–2025)

Para muitos jogadores, Jim Ward sempre será uma voz familiar. Seu trabalho como dublador deu vida a personagens inesquecíveis, sendo o mais emblemático o carismático Capitão Qwark, da série Ratchet & Clank.

Com talento para o humor e impressionante versatilidade vocal, Ward ajudou a moldar a identidade de heróis e vilões que marcaram a infância e a juventude de milhões de pessoas. Sua atuação não apenas divertia, mas criava laços emocionais duradouros com os jogadores.

Mesmo após sua partida, suas vozes continuam ecoando — prova de que personagens bem construídos nunca desaparecem por completo.

Jim Ward (1959–2025)

Um legado que permanece

Embora 2025 tenha sido um ano de despedidas difíceis, ele também reforçou algo essencial: o impacto dessas pessoas ultrapassa o tempo. Seus jogos, ideias, personagens e contribuições continuam vivos na memória coletiva e na evolução constante da indústria.

Lembrar esses ícones não é apenas olhar para o passado, mas reconhecer as bases sobre as quais o futuro dos games continua sendo construído.

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